Voos panorâmicos sobre Recife

Quem não tem medo de avião nem de altura já se sentou algumas vezes na poltrona que fica ao lado da janela da aeronave para ver as nuvens de perto e avistar de cima o mar e a cidade. Mas daquela janela pequena de vôo comercial nunca se tem muito tempo, nem na decolagem, nem na aterrissagem, para visualizar todo o traçado urbano de um lugar. Durante o trajeto aéreo, a quase dez mil metros de altitude, muito menos.

Em um vôo panorâmico, no entanto, é possível conhecer uma cidade pelo ar. O serviço, inédito no Recife, está sendo explorado desde o início deste mês, pela NVO Táxi Aéreo. A empresa, homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e associada ao Recife Convention Bureau, elaborou rotas para contemplar tanto os turistas quanto os pernambucanos que queiram conhecer melhor o Estado.

São três roteiros diferentes: Recife e Olinda, Porto de Galinhas e Ilha de Santo Aleixo, e Maria Farinha e Ilha de Itamaracá. O primeiro, com 30 minutos de duração, sobrevoa lugares como a orla de Boa Viagem, do Pina, o Porto do Recife, o Parque das Esculturas, o Molhe Inglês, o Istmo de Olinda, a Praia dos Milagres, o Sítio Histórico de Olinda e as pontes do Recife.

O vôo é feito com um monomotor, com capacidade para três passageiros, além do piloto. O preço, de R$ 150 por pessoa, inclui o transfer para Recife, Olinda e Jaboatão. Em breve, também estará disponível narração dos pontos turísticos, em cinco idiomas, cronometrada de acordo com o tempo de vôo, com direito a longos períodos de silêncio para contemplação.

Partindo do Aeroporto Internacional dos Guararapes, a viagem começa emocionante para quem nunca voou em um avião de pequeno porte. O contato mais direto com a paisagem lá embaixo – vôo de ida a 150 metros de altitude, e de volta a 300 metros – logo sobrevoa o mar de Boa Viagem, com as águas brilhando pelo reflexo do sol. Ao lado, os edifícios até parecem pequenos, e se consegue avistar o pouco de verde que resta do mangue do bairro.

O imenso fosso da desigualdade econômica, no entanto, não tarda a aparecer no cruzamento entre o bairro nobre e a parte mais popular do Pina. Mas, do alto, os casebres de Brasília Teimosa contrastam com os arranha-céus apenas no tamanho. Em vez de helipontos e piscinas nas coberturas dos edifícios, telhas desgastadas ou de Brasilit.

Há elementos difíceis de perceber a pé, da janela do carro ou do ônibus, como o pequeno pedaço de verde no meio do Sítio Histórico de Olinda, ou o traçado urbano da capital pernambucana cortada por pontes. Talvez 30 minutos seja até pouco. Mas vale muito a pena.

O que dizer dos outros roteiros, como o que leva ao Litoral Sul em 70 minutos, sobrevoando lugares como Ilha do Amor, Praia do Paiva, Enseada dos Corais, Gaibu e Calhetas? Já o vôo panorâmico pelo Litoral Norte dura 50 minutos e passa pela Praia dos Milagres, Pau Amarelo e Coroa do Avião.

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