Buggy, buggeiros e outros perigos do Nordeste

Quando se fala em lazer, o que primeiro vem à mente são imagens de mergulhos em águas mornas, passeios em buggies por sobre dunas brancas, esportes radicais como kite surf, jet ski, e outros, tudo isso na maior paz e tranquilidade; isso é o que os turistas imaginam.

Mas a realidade pode se mostrar um pouco diferente.
Em geral, são os moradores locais que tem que se defrontar com os problemas advindos dessas formas de lazer.
Bugueiros, por exemplo, são conhecidos por não respeitarem as leis de trânsito; esses profissionais ganham dinheiro por passeio contratado, e, no afã de não perder um passeio, cometem muitas infrações (passar em sinal vermelho, parar em local proibido, desrespeitar limites de velocidade).
E note-se que os buggies são mais inseguros que carros normais. A maioria dos buggies não tem cinto de segurança para os passageiros no banco traseiro, nem tem estrutura de proteção; a imensa maioria dos buggies é feita com velhos motores de fusca e kombi, o que significa que sua confiabilidade é reduzida.

Juntando tudo isso, não é surpresa que ocorram, ocasionalmente, acidentes com buggy.
Nesse início de ano, dois acidentes ocorreram em Noronha; na primeira semana do ano, um buggy colidiu com um poste e matou um passageiros, e na semana seguinte o motorista perdeu o controle de um buggy que aparentemente estava com manutenção desatualizada. Semana passada, uma turista morreu em um acidente ocorrido nas famosas dunas de Jenipabu, em Natal.

Em 2010, um buggy trafegava em alta velocidade pela praia de Porto de Galinhas quando matou uma jovem.
E esse incidente revela outros problemas do Nordeste, que afetam diretamente a segurança dos turistas: a completa falta de educação e civilidade dos habitantes, e a respectiva falta de fiscalização por parte das autoridades.

Recentemente, na praia do Rio do Fogo, no litoral norte do Rio Grande do Norte, um piloto de jetsky puxava uma bóia muito próximo à praia e causou a morte de uma turista; essa reportagem mostra que o problema foi causado pela imprudência do piloto.
Em 2009, um caso muito similar ocorreu em Fortaleza, e causou a morte de uma modelo.

Esses são apenas alguns dos casos fatais que chegaram à imprensa.
No dia a dia, moradores tem que conviver com diversas outras formas de desrespeito; esses casos não causam morte, mas causam grande incômodo, com chance de incidentes.
Para mencionar algumas dessas condutas: pessoas que levam cachorros para a praia; passeios de para-gliding (as pessoas montam o equipamento na praia, e o vento frequentemente os carrega pela praia afora); veículos (principalmente motos) que trafegam em áreas proibidas da areia, e em alta velocidade; passeios de cavalo (o que ocorrerá quando um cavalo disparar em uma praia lotada?).
E isso sem falar nos muito mais frequentes casos de bebedeiras, som alto, etc, que costumam levar a brigas e discussões.

Passar as férias no Nordeste também tem seus perigos.

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